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Ucrânia admite dificuldades para conter ofensiva russa na região de Kharkiv | Guerra na Ucrânia

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As forças ucranianas e russas continuavam este domingo a lutar pelo controlo de uma dezena de localidades na região de Kharkiv, numa situação que o comandante das Forças Armadas da Ucrânia classificou como “muito difícil”, ao mesmo tempo que garantia que a tropa ucraniana estava a fazer tudo o que podia para manter as suas posições.

A Rússia lançou na sexta-feira um ataque terrestre, a partir do seu território, na região de Kharkiv, no Nordeste da Ucrânia, ameaçando abrir uma nova frente numa guerra que já se prolonga há 27 meses.

“As unidades das Forças de Defesa estão a travar ferozes batalhas defensivas, as tentativas dos invasores russos de romper as nossas defesas foram travadas”, escreveu Oleksandr Syrskyi na aplicação Telegram. “A situação é muito difícil, mas as Forças de Defesa da Ucrânia estão a fazer tudo para manter as linhas e posições defensivas e infligir danos ao inimigo”, acrescentou o comandante das Forças Armadas ucranianas, que foi nomeado para o cargo em Fevereiro.

Bloggers militares russos comentaram, segundo a Reuters, que a Rússia estava a tirar partido da sua superioridade numérica no campo de batalha para penetrar em áreas relativamente indefesas com pequenas unidades militares altamente móveis para depois cercar as posições ucranianas.

De acordo com o porta-voz dos grupos operacionais ucranianos na região, o coronel Nazar Voloshyn, as forças ucranianas estavam a lançar contra-ataques nas localidades de Strilecha, Krasne, Morokhovets, Oleynikovo, Lukiantsi, Gatishche e Pletenivka, que têm sido palco de combates intensos nos últimos dois dias.

O Ministério da Defesa russo afirma, por outro lado, ter tomado o controlo de nove localidades na região de Kharkiv nas últimas 48 horas: Gatishche, Krasnoye, Morokhovets e Oleynikovo neste domingo, depois de ter tomado o controlo de Pletenivka, Ohirtseve, Borysivka, Pylna e Strilecha no sábado.

Voloshyn acrescentou que as principais linhas de ataque da Rússia tinham como objectivo as cidades de Vovchansk e Lyptsi. Esta última fica a cerca de 20km dos arredores de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia. Em 2022, as forças russas chegaram aos subúrbios da cidade antes de serem repelidas para a fronteira.

O mesmo porta-voz militar ucraniano pediu aos residentes para manterem a calma, acusando a Rússia de estar a levar a cabo uma campanha de desinformação para semear o pânico ao mesmo tempo que lançava o ataque.

“A população deve manter a calma… as nossas forças de defesa estão a manter as linhas, a situação está sob controlo”, disse Voloshyn.

Apesar dos apelos, mais de quatro mil pessoas fugiram das suas casas em várias localidades da região temendo que o ataque russo iniciado na sexta-feira se transforme numa grande ofensiva na região do Nordeste da Ucrânia.

O governador de Kharkiv, Oleg Sinegubov, escreveu na sua conta do Telegram que 4073 pessoas foram retiradas desde sexta-feira, nomeadamente em Chuhuiv e nos arredores da capital regional, embora os 1,3 milhões de habitantes de Kharkiv ainda não estejam sob ameaça directa.

Ataque em Belgorod causa sete mortes

Do outro lado da fronteira, um ataque aéreo ucraniano causou pelo menos sete mortos e 17 feridos na cidade russa de Belgorod. Naquele que foi um dos ataques mais mortíferos até à data na região fronteiriça, a Ucrânia lançou o que as autoridades russas disseram ser um ataque maciço com recurso a mísseis balísticos Tochka e sistemas de lançamento múltiplo de rockets Adler e RM-70 Vampire, que atingiu um bloco de apartamentos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência TASS, classificou o ataque deste domingo a Belgorod como “bárbaro”, enquanto o Ministério da Defesa acusou Kiev, num comunicado, de levar a cabo “um ataque terrorista em zonas residenciais”.



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