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O Festival Mental está de volta e vai falar sobre o impacto da burocracia | Saúde mental

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Ao longo de 15 dias, o Festival Mental apresenta uma “programação reforçada” com sessões de cinema, debates, apresentações de livros, painéis de conversa e outras actividades dentro e fora de portas do Cinema São Jorge, em Lisboa. Na 8.ª edição, que vai decorrer de 10 a 25 de Maio, o tema principal é a burocracia.

“Temos detectado cada vez mais um problema grave na sociedade e que leva a problemas de saúde mental. Estamos a falar de uma vida inteira em que temos de dedicar obrigatoriamente tanto tempo naquilo a que chamamos ‘burocracia’ e que acaba por provocar transtornos pelo facto de se ter de ler e receber coisas em que ninguém percebe o que está lá escrito”, refere Ana Pinto, que faz parte da organização do festival da Safe Space Portugal, uma associação sem fins lucrativos.

O impacto do consumo constante de certos temas noticiosos é outro assunto que vai ser discutido ao longo do evento. Segundo a organizadora, o objectivo é perceber “até que ponto ouvir constantemente o mesmo tema nas notícias influencia a saúde mental”.

A música como terapia é o terceiro tema da programação principal que começa a 16 de Maio, com as sessões de M-Cinema, em que cada “M” aponta para a palavra “mental”, o ponto central do evento.

Como é habitual, M-Talks traz conversas assentes em três filmes temáticos que retratam os três temas do Festival. “Saúde Mental e Burocracia” é o tema que conduz a primeira sessão moderada por Henda Vieira-Lopes, psicólogo da AfroPsi. Listen aborda a história de uma família enredada na burocracia dos serviços britânicos por causa da guarda dos filhos. A segunda sessão, a 18 de Maio, é voltada para a saúde mental no mundo da música. A conversa é moderada por Lia Pereira, jornalista da BLITZ/Expresso e Tár, de Todd Field é o filme temático que vai acompanhar a M-Talk. A última sessão, a 19 de Maio, traz uma reflexão sobre a saúde mental no mundo da comunicação social. O diálogo, que vai ser moderado por Florbela Godinho, jornalista da RTP, é o mote que precede O Repórter da Noite, de Dan Gilroy, o último filme temático que expõe os limites do jornalismo de televisão. Nas M-Talks, as conversas precedem os filmes pois, assim, é possível “descobrir muitas coisas que de outra forma não se descobriria se não assistisse à M-Talk”, sublinha Ana Pinto.

O primeiro dia do Mental arranca a 16 de Maio no Cinema São Jorge com uma sessão de curtas-metragens do Mental Jovem. O ciclo terá ainda outra sessão no segundo dia do evento, desta vez com uma peça do Teatro Terapêutico da Unidade W+ da Scml. Além de jovens, outros públicos serão abrangidos com o Mental Sénior, que este ano se estreia no Mental Natureza.

O M-Debate, que este ano vai tratar temas como ghosting e dating, junta Paulo Bastos, jornalista; Rita Sepúlveda, investigadora; Tânia Graça, psicóloga e sexóloga; e Vanessa Damásio, psicóloga. A actividade é gratuita, mas sujeita à lotação da sala. Outros debates vão abranger o “abuso sexual e moral no ensino superior”.

O último dia da programação acontece no Parque da Quinta das Conchas, no Lumiar, e é recheado de actividades ao ar livre para todas as idades e com um workshop sobre literacia digital.

Texto editado por Renata Monteiro



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